O antigo Festival Varilux mudou de nome no ano passado, mas manteve o seu principal intuito. De amanhã até o dia 11 de novembro, o agora chamado “Festival de Cinema Francês no Brasil” difunde alguns dos lançamentos da sétima arte na Europa, abrindo espaço para a reprise de clássicos. Em João Pessoa, três cinemas participam: o Centerplex do MAG Shopping, o Cinépolis do Manaíra Shopping (ambos em Manaíra) e o Cine Bangüê do Espaço Cultural (Tambauzinho). Em Campina Grande, o Cine São José, no bairro de mesmo nome. As primeiras exibições acontecem amanhã com as comédias O que é o amor? (no Centerplex, às 16h), A ilustre desconhecida (no Cinépolis, às 18h) e Victor, como Hugo (no São José, às 19h30). No Bangüê, as sessões começam apenas domingo (1o), às 18h. Mais detalhes sobre as sessões da primeira semana no quadro abaixo.
Em O que é o amor? de Fabien Gorgeart, Fred (Vincent Macaigne) quer se casar na igreja com Chloé (Mélanie Thierry), católica fervorosa, e pede que a antiga esposa Marguerite (Laure Calamy) anule a união religiosa. Apesar de se dar bem com Fred, Marguerite fica em dúvida quanto a topar a proposta. A ilustre desconhecida, de Marc Fitoussi, tem Isabelle Huppert no papel de Corinne Maclou, figurante que é escalada para diversos filmes na expectativa de ser descoberta como atriz. É quando ela se aproxima de Sandrine Kiberlain (no papel dela mesma), num contato que pode deixá-la mais próxima ou mais distante do sonho.
Outros filmes da mostra também despontam na programação — um deles é Duas pessoas trocando saliva, de Natalie Musteata e Alexandre Singh. Ambientado numa sociedade distópica que proíbe o beijo, esse curta-metragem em live action foi premiado no Oscar 2026, em sua categoria, num empate com The singers. O diretor japonês Ryūsuke Hamaguchi apresenta O sentido da vida —projetado no último Festival de Cannes. As artistas Virginie Efira e Tao Okamoto venceram por lá o prêmio de atuação feminina: a primeira dá vida a Marie-Louise, que coordena um asilo em Paris; a segunda é Mari, que sofre de uma doença terminal.
Júpiter é o primeiro longa de Alexandre Smia. Paul Archambault (Denis Menochet) encara a primeira crise do seu governo: um político russo é vítima de atentado e decide retaliar uma das nações aliadas da França. Na reunião com o alto escalão, surge uma proposta surpreendente para lidar com o problema. Molière, Cyrano e o pequeno rei, dirigido por Michel Leclerc, acompanha a adolescência de Luís XIV. Quando a vida do futuro monarca é ameaçada, ele troca de lugar com um sósia e passa a viver na companhia de Madeleine Béjart e Molière (Madeleine Béjart e Némo Schiffman), estreitando laços com Cyrano de Bergerac (Artus).
Por fim, O beijo elétrico, de Pierre Salvadori, também foi exibido em Cannes. Nos anos 1920, o artista Antoine Balestro (Pio Marmaï) tem que lidar com um grave bloqueio criativo, motivado pela morte da esposa. Sua vida tem uma guinada a partir do suposto encontro com o “fantasma” da amada. Mas será mesmo ela?
Neste ano, o festival tem dois filmes clássicos na grade. A grande escapada (Gérard Oury, 1966) narra as trapalhadas de três soldados franceses na Segunda Guerra Mundial. E na animação O rei e o pássaro (Paul Grimault, 1980), a curiosa relação entre um déspota francês e uma ousada ave.
Por meio do link, acesse a programação completa em João Pessoa
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 27 de outubro de 2026.