O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-PB) e da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), faz, hoje, a entrega dos livros contemplados pelo edital Público nº 0028/2025, destinado à Seleção e Premiação de Publicações Literárias, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab). A cerimônia, aberta ao público, acontece às 17h, na sede da Academia Paraibana de Letras (APL), no Centro de João Pessoa. Presentes, 42 autores e suas obras inéditas, entre poesia, romance, conto, crônica, ensaio, literatura infanto-juvenil e cordel.
O edital, divulgado em outubro de 2025, contou com um investimento de R$ 500 mil, sendo: R$ 418 mil destinados à impressão das publicações, feitas no parque gráfico da EPC; R$ 72 mil reservados à premiação de autores das categorias em livro, e outros R$ 10 mil para os escritores de cordel. Os lançamentos oficiais serão realizados entre os dias 26 e 28 de novembro, durante o Festival Literário Internacional da Paraíba (FliPB), também capitaneado pela Secult e pela Empresa Paraibana de Comunicação. Depois, todos estarão à venda na Livraria A União, no Espaço Cultural, em João Pessoa.
A coleção de autores e temas é variadas. Tiago Germano, por exemplo, que figura na categoria não ficção, desponta com Ignez é morta: uma escritora que o Brasil enterrou, biografia sobre a autora sousense responsável pelo romance A barragem (1937). “Acredito que a importância [do projeto] se deva a certas informações inéditas que levantamos, como o seu atestado de óbito, e os textos que ela assina omitindo seu próprio nome, usando apenas o sobrenome de casada, para escrever sobre futebol no periódico Sport ilustrado”, assinala.
Na área de contos, Cibele Laurentino lança Geografia do corpo, coletânea que converge para um tema comum – os não-ditos que repousam sobre os sujeitos. “Publicar por meio dessa política também possui um significado muito particular. É a possibilidade de entregar uma obra que nasce das minhas inquietações como mulher, escritora e observadora das relações humanas. Investir em literatura é preservar a memória, ampliar o pensamento crítico”, defende.
Diego Trindade traz a antologia de crônicas As mãos que sabem o caminho. Os textos mergulham no cotidiano – mas concentram suas reflexões nas paisagens sertanejas. “Talvez seja justamente essa a essência: a certeza de que algumas histórias já carregam dentro de si o desejo de encontrar seu destino, mas precisam de uma oportunidade para iniciar. o trajeto. A Pnab foi essa oportunidade”, conclui.
Os livros:
- 12 fatos em foco, de Maria Eliete da Costa;
- A arte de ser céu, de Djanira Meneses da Silva;
- Abriu-se um rio no meu peito, de Louise Duarte de Miranda Pereira;
- As cores de setembro, de Fellipe Rocha;
- Berilau: o menino que contava histórias em verso, de Junior Fernandes;
- Bica dos milagres, de Paulo Henrique da Silva;
- Confissões cotidianas de um assum preto, de Tony dos Santos;
- Do admirável exercício da rotina, de Carlos Pereira de Almeida;
- Eu, a casa e o bem-te-vi, de Angelo Rafael Bezerra de Farias;
- Ignez é morta: uma escritora que o brasil enterrou, de Tiago Germano;
- Malaika, de Erika Trindade;
- Me identifico: as vozes invisíveis por trás do uso de drogas, de Viviane dos Santos Araújo;
- Metade de mim é quase dor, de Nilson de Sousa Rutizat;
- Na encruzilhada corpo-estrutura, de Alice Cavalcante de Andrade;
- O imperador e o rio, de Lucimário Augusto da Silva;
- O século 2 de Keynes, de Alberto Lacet;
- Rio vermelho, de Tays Melo;
- As mãos que sabem o caminho, de Diego Trindade;
- Pororoca, de Ana Patrícia Amorim;
- Escalabrião, de Rafael Medeiros;
- Abram as janelas: o vendedor de crônicas, de Carlos Alves;
- Aracati: memórias ao vento, de Maria Aparecida de Sousa Cardoso;
- Nascidos para perder, de Thyago Correia;
- Geografia do corpo, de Cibele Laurentino;
- O livro que perdeu a capa, de Jordânia Pereira;
- A formiga que comia letras, de Jeovana P.;
- O presépio da rua, de Flávio Monteiro;
- Teodósio, de Tarcísio Pereira;
- O cristo de quatro pregos, de Caio Beltrão;
- Certidão de transe, de Fabiano La;
- Vice-versa, de Marineuma de Oliveira;
- Uma qualquer Maria; um qualquer José, de José Francisco de Sousa Neto;
- Antologia de cordel 1, com obras de Maria Thalita Cardoso Rezende, Hiury Évines de Souza Lucena, de Luís Eduardo Santos de Oliveira Ramos, José Casimiro Gomes e Josenildo Maria de Lima
- Antologia de cordel 2, com obras de Fábio Mozart, Jéssica Silva, Railton Tomaz Fernandes, Cláudia Teixeira de Souza Guedes e Célia Maria Silva.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 05 de novembro de 2026.